Novo processo liga ChatGPT à morte de mulher de 31 anos

Chatbot da OpenAI minimizou os sintomas relatados antes da morte de Bowen Wan, em fevereiro de 2026.

Bowen Wan faleceu após reduzir medicação para epilepsia (reprodução/New York Times).

O ChatGPT foi usado por uma engenheira de software de 31 anos para reduzir e interromper o uso de medicamentos para epilepsia, levando à sua morte.

A OpenAI, criadora do ChatGPT, foi alvo de processo movido pelos pais da vítima, que afirmam que o chatbot incentivou a redução de medicamentos e minimizou sintomas.

O GPT-4o, modelo usado pela vítima, foi criticado por comportamento excessivamente complacente e será descontinuado.

A OpenAI é alvo de um novo processo por supostamente participar de uma morte incentivada pelo ChatGPT. A vítima, chamada Bowen Wan, era uma engenheira de software de 31 anos que teria reduzido e depois interrompido o uso de medicamentos para epilepsia por causa das conversas com a IA.

O caso, levado à Justiça pelos pais de Wan, inclui mais de 270 mensagens trocadas entre ela e o ChatGPT ao longo de três anos. Segundo a ação, o chatbot montou cronogramas para reduzir a medicação, minimizou sintomas e crises e apoiou a mulher na decisão de esconder as informações dos médicos.

Wan vivia em Seattle e estava afastada do trabalho na Amazon desde 2021 por causa da doença. Em novembro de 2025, no entanto, Wan soube que seria demitida da Amazon e recorreu ao ChatGPT para discutir uma redução da dose, pensando que os efeitos colaterais do remédio poderiam afetar o desempenho em futuras entrevistas.

Ela morreu entre 11 e 12 de fevereiro de 2026, segundo a reportagem. O laudo apontou morte súbita e inesperada na epilepsia (SUDEP).

As informações são do site Tecnoblog

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