TV Box com vírus: Google e polícia desativam 1,3 milhão de aparelhos

TV boxes produzidas pela fabricante Videostrong chegavam às mãos dos consumidores com um programa malicioso instalado de fábrica, segundo investigação divulgada pelo Google na segunda-feira (2). Batizado de XCPE, o malware foi identificado em aparelhos vendidos em diferentes países, incluindo o Brasil, e permitia que criminosos controlassem os dispositivos remotamente, roubassem informações e usassem a conexão de internet das vítimas para lucrar com atividades fraudulentas.

Mais de 1,3 milhão de dispositivos foram comprometidos pelo malware XCPE; o Google ainda não divulgou a lista de modelos afetados nem uma ferramenta para identificar a infecção.

Como o malware era escondido

Ao todo, mais de 1,3 milhão de aparelhos foram comprometidos pelo esquema. Segundo a big tech, a Videostrong usava técnicas para esconder o malware durante os testes de segurança, permitindo sua ativação somente após o primeiro uso. Em parceria com autoridades japonesas e empresas de cibersegurança, o Google derrubou servidores usados pelos criminosos, mas o vírus pode continuar instalado nos dispositivos afetados. Até o momento, a empresa não disponibilizou uma ferramenta para identificar a infecção nem divulgou uma lista completa dos modelos comprometidos.

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Como o esquema funcionava

O comunicado do Google aponta que a Videostrong inseria o malware XCPE no firmware dos aparelhos, ou seja, no software responsável pelo funcionamento básico dos dispositivos. O código malicioso ficava escondido durante os testes de segurança e era ativado depois que o consumidor ligava a TV box pela primeira vez. A partir daí, o vírus estabelecia comunicação com servidores externos, permitindo que os operadores instalassem aplicativos e executassem comandos remotamente, sem autorização do usuário.

Segundo a investigação, o esquema tinha como principal objetivo gerar dinheiro a partir dos aparelhos infectados. O Google afirma que a Videostrong comercializava o acesso aos dispositivos comprometidos para outros grupos criminosos, que podiam explorar as TV boxes de diferentes maneiras. Uma delas era transformar a conexão de internet das vítimas em uma espécie de intermediária para o tráfego de terceiros, prática conhecida como proxy residencial.

As informações são do site TechTudo

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