Ao fim de cada dia de trabalho, motoristas de aplicativo conferem o extrato na tela para saber quanto ganharam com as corridas.
Combustível, manutenção, impostos e outras despesas reduzem o que efetivamente sobra no bolso. Sem um controle desses custos, muitos profissionais não conseguem ter clareza sobre os ganhos reais com a atividade. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em setembro de 2026, aponta que motoristas que trabalham por plataformas digitais cumprem jornadas mais longas e recebem menos por hora do que aqueles que não utilizam aplicativos.
Dados do IBGE mostram que motoristas de aplicativo trabalham mais horas e recebem menos por hora trabalhada. Em 2025, os profissionais plataformizados trabalharam, em média, 45,9 horas por semana e receberam R$ 14,40 por hora. Entre os demais condutores de automóveis, foram 40,4 horas semanais e R$ 16 por hora.
Esse cenário ajuda a dimensionar a importância de acompanhar os custos da profissão. Foi justamente essa necessidade que levou o motorista e desenvolvedor Luís Carlos Colucci, de São Paulo, a criar o Visione Motorista, aplicativo que permite registrar ganhos e despesas para calcular o resultado financeiro do trabalho.
Quanto custa trabalhar como motorista de aplicativo?
Um estudo publicado em junho pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), elaborado pelo Centro de Pesquisas Judiciárias, Estatística e Ciência de Dados, estima que as despesas mensais de um motorista de aplicativo podem ultrapassar R$ 5 mil.
A pesquisa calculou gastos de R$ 5.566 para profissionais que utilizam veículo próprio e de R$ 5.706 para aqueles que trabalham com automóveis alugados. A estimativa considera uma jornada de oito horas por dia, durante 22 dias no mês, e velocidade média de 25 quilômetros por hora.
Entre os itens contabilizados estão combustível, manutenção, depreciação do veículo, seguro, impostos, multas e alimentação. São custos que ficam sob responsabilidade dos próprios trabalhadores e nem sempre aparecem no cálculo diário do dinheiro recebido pelas corridas.
As informações são do site Olhar Digital