A corrida por armazenamento em todos os setores levou a uma escalada louca nos preços de diversos produtos, de peças de PC a SBCs, de consoles de videogame a smartphones, e a escassez também afetará outras indústrias e até serviços.
IA, crise de RAM e o negócio da China que os EUA não permitem.
Micron, SK Hynix e Samsung, as três grandes companhias que controlam a quase totalidade da produção de memórias, priorizaram suas linhas para os grandes clientes, empresas como Microsoft e Nvidia e aceleradoras de IA. A Micron deu uma declaração recente bem antipática, mas que reflete o pensamento geral do setor: RAM para qualquer coisa que não sejam soluções generativas é "um desperdício".
Sam Altman acredita que apenas ele e seus pares do setor de IA (mas ele primeiro, claro) têm o direito de consumir toda a RAM disponível (Ronaldo Gogoni/Meio Bit).
Justiça seja feita, a declaração de Sam Altman foi levemente tirada de contexto: em uma entrevista concedida a um podcast, o CEO da OpenAI explicou que não vê com bons olhos desenvolvedores e curiosos (como o Cardoso) treinando IAs localmente em seus computadores. O motivo é óbvio: ele quer que esses usuários dependam do SEU produto e o acessem pela nuvem, consumindo tokens e revertendo receita para sua companhia.
Só que, no frigir dos ovos, tanto faz PARA O QUE um usuário vai usar a RAM em seu PC, se ela poderia ser melhor empregada com a Micron e companhia dirigindo todos os seus esforços de produção para as aceleradoras de IA, e pouco importa se isso vai levar a um desabastecimento total de outros mercados, afetando inúmeras indústrias e serviços. Para Altman, tudo no futuro (próximo, de preferência) será resolvido com soluções generativas, e nada mais importa.
As informações são do site Meio Bit