A Amazon vai adquirir as operações atuais de satélites, infraestrutura e ativos da Globalstar.
Da mitologia grega ao Pink Floyd, como o satélite tomou conta da cultura.
Roberta Jansen (roteiro), Ana Lourenço (apresentação), Lucas Ghitelar (captação) e João Abel (edição).
A Comissão Federal de Comunicação dos Estados Unidos (FCC) aprovou oficialmente a aquisição da empresa de internet via satélite Globalstar pela Amazon. O acordo foi anunciado em abril deste ano e dependia dos órgãos reguladores para prosseguir.
A compra, de US$ 11,5 bilhões (cerca de R$ 61 bilhões em conversão direta de moeda), faz com que a Amazon se torne a controladora completa da companhia. O único ponto pendente envolvia 25 megahertz do espectro internacional de internet móvel via satélite.
A FCC concluiu que a transação "provavelmente beneficiará o público" sem "prejuízos relevantes", ao ampliar a cobertura de dados, fortalecer as capacidades de comunicação de emergência, auxiliar setores como o industrial e o empresarial e promover serviços móveis via satélite.
A Globalstar passará a fazer parte do Leo, a divisão de internet via satélite da empresa, anteriormente conhecida como Project Kepler. O serviço planejado é um rival direto da Starlink, de Elon Musk, atual maior referência no setor.
Porém, o serviço da nova aquisição atende a um público mais específico: a infraestrutura dela permite o uso de internet via satélite diretamente no dispositivo, sem a necessidade de uma conexão via modem ou antena.
A Apple, que investiu na Globalstar no ano passado e tem a empresa como responsável por serviços de comunicação via satélite para iPhones (como o SOS de Emergência), deve ter a sua parte da companhia comprada pela própria Amazon.
As informações são do site TecMundo