A Omilia voltou recentemente para a América Latina após um lançamento sem sucesso de sua solução de assistente virtual em 2020. Em conversa exclusiva com Mobile Time, os executivos locais da empresa afirmaram que a região se torna seu tier one, após consolidarem suas posições na Europa e nos Estados Unidos.
Esse retorno se deve ao fato de a companhia perceber que a América Latina tem alta velocidade de adoção, criatividade e flexibilidade com a inteligência artificial, e que o Brasil se destaca por ser a maior economia da região e líder em utilização de IA.
Segundo Armando Trivellato, vice-presidente de growth da Omilia na América Latina e Península Ibérica, a meta da empresa é agressiva: se tornar a número 1 em tecnologia conversacional na América Latina em três anos.
Estrutura local e estratégia de crescimento
Diferentemente da outra tentativa feita seis anos atrás, Trivellato explicou que a Omilia procurou executivos locais e buscou dar mais corpo à sua estrutura. Isso inclui: high touch (relacionamento direto com grandes empresas), geração de demanda, pré-vendas, serviços e marketing.
Usar o Brasil como polo de desenvolvimento, suporte técnico e serviços profissionais para atender clientes globalmente.
Ecossistema de parceiros e oportunidades
Luis Sirera, managing director da Omilia no Brasil, explicou que essa estratégia da companhia será combinada com a construção de um ecossistema de parceiros e integradores. Atualmente, quatro dos dez maiores BPOs do Brasil são parceiros da empresa.
O executivo reforçou que há uma grande oportunidade no Brasil com a modernização de URAs e IVRs no país via IA agêntica e humanizada, assim como o recente aumento anunciado pela Meta no WhatsApp abre espaço para seus clientes avançarem em alternativas em voz e apps próprios.
As informações são do site Mobile Time