Integração entre redes móveis e satelitais é desafio do setor, aponta executivo da Hughes

Raffael Malta, head de pré-vendas, considera que o maior desafio para integrar e consolidar diferentes camadas de conectividade via satélite e redes móveis é unificar o gerenciamento dessas redes, sem a necessidade de equipamentos externos. Durante o evento realizado nesta terça-feira, 3, em Campinas (SP), o executivo apontou que as plataformas multi-órbita (GEO, MEO e LEO) ainda operam de forma independente. Para ele, a próxima geração de conectividade começará a superar essa fragmentação, uma vez que já incorpora tecnologias baseadas no padrão 3GPP.

A Vivo anunciou parceria com a Starlink no D2D (Direct-to-Device). Fábio Alencar, vice-presidente da SES, lembrou que, historicamente, o setor de telecomunicações dissociou a tecnologia satelital da móvel, mas, com o padrão 5G e a evolução para 6G via 3GPP, ele acredita que o mercado tende a desenvolver uma integração transparente para o cliente.

Embora considerem positivo esse movimento de integração, Alencar e Malta defendem que o satélite deve ter um papel complementar às redes móveis e à fibra óptica, especialmente em regiões mais densamente povoadas, onde essas infraestruturas já estão disponíveis. Essa lógica também se aplica às redes privativas, frequentemente utilizadas por empresas com operações críticas, como a Vale.

A mineradora migrou do Wi-Fi e do WiMAX para redes móveis dedicadas para viabilizar a operação de seus caminhões autônomos. Atualmente, a empresa conta com 13 núcleos de rede distribuídos em 200 sites. Segundo Bruno Jesus, arquiteto de infraestrutura e conectividade da Vale, a companhia ainda enfrenta desafios nessa área, especialmente em unidades da região Norte, onde a cobertura de sinal é limitada. Por essa razão, a mineradora adotou antenas LEO instaladas em células sobre rodas (COWs, na sigla em inglês), além de soluções de conectividade embarcada para dar suporte às operações.

As informações são do site Mobile Time

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