O Jaé, sistema de bilhetagem digital do Rio de Janeiro, ultrapassou a marca de 1 bilhão de viagens registradas em um ano de operação exclusiva.
De acordo com a prefeitura, a solução centraliza a arrecadação tarifária pelo poder público, o que permitiu acabar com a caixa-preta que era o sistema de transportes da cidade e fiscalizar o cumprimento das regras e controlar a transparência sobre a operação dos ônibus.
Ao todo, o sistema conta com 5 milhões de passageiros cadastrados. É possível pagar o transporte público por meio do aplicativo do Jaé ou com o cartão (bandeira Visa). Ele funciona como um cartão pré-pago e, para fazer a recarga, é possível transferir via Pix ou cartão de crédito.
De acordo com a prefeitura, cerca de 30% dos usuários usam o aplicativo Jaé no celular para pagar suas viagens por QR Code em ônibus, terminais do BRT, Metrô, VLT, vans e nos "cabritinhos" (transporte complementar como vans, kombis e micro-ônibus que atendem ruas estreitas, ladeiras, comunidades e outros locais em que um ônibus convencional não consegue entrar).
O sistema do Jaé também passou a fornecer dados importantes para a tomada de decisão sobre a operação, como padrões de embarque, horários de pico, deslocamentos dos passageiros e desempenho das linhas. Com isso, é possível a prefeitura dimensionar a oferta de serviços e o planejamento de melhorias.
Vale dizer ainda que os transportes municipais da cidade também aceitam o pagamento por Pix, que soma 2 milhões de utilizações no mesmo período.
O sistema de bilhetagem da prefeitura também está sendo usado no Rio Rotativo Digital, que substitui os talões de papel para o pagamento de estacionamento nas vias públicas da cidade. Neste caso, a iniciativa está funcionando, por enquanto, no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas e na orla da Zona Sul. A ideia é dar mais transparência, fiscalização eletrônica para a gestão das vagas públicas e eliminar a cobrança irregular.
As informações são do site Mobile Time