O YouTube começou a identificar músicas produzidas com inteligência artificial e planeja levar os avisos à plataforma principal. A medida busca informar os ouvintes sobre a origem das faixas disponíveis nos serviços.
Os rótulos serão aplicados a músicas consideradas pela empresa como criadas principalmente com IA.
Para identificá-las, o YouTube combinará ferramentas próprias de detecção com recursos de parceiros da indústria musical.
Ferramentas internas de detecção e dados de parceiros são usados para checar a presença de IA generativa em canções. New Africa/Shutterstock.
A implementação começou no YouTube Music na quarta-feira, segundo a empresa, e chegará em breve ao site principal. Em um comunicado, o YouTube destacou as possibilidades criativas da tecnologia e a demanda dos ouvintes por mais clareza sobre seu uso.
“A IA generativa está abrindo novas maneiras para os artistas criarem, experimentarem e compartilharem música”, afirmou a empresa. “À medida que essas ferramentas evoluem, nossos ouvintes nos disseram que querem transparência quando estão ouvindo uma faixa gerada por IA”.
O critério anunciado não significa que toda música produzida com algum auxílio de IA receberá um aviso. A identificação será direcionada às faixas que a plataforma considerar criadas principalmente com IA generativa.
A iniciativa acompanha uma movimentação mais ampla no streaming musical. Outras plataformas também anunciaram medidas relacionadas à identificação de músicas ou artistas associados à inteligência artificial, mas com propostas diferentes. Uma delas anunciou em agosto que pretende adicionar o selo “Made by AI” às músicas ainda em 2026. Outra informou que identificaria perfis de artistas aparentemente gerados por IA com o rótulo “AI Personas”. Uma terceira prometeu identificar músicas feitas com inteligência artificial e impedir que essas faixas acumulem royalties. O desafio é como informar o público sobre o papel da inteligência artificial sem tratar da mesma forma músicas inteiramente geradas por sistemas e produções que recorrem à tecnologia apenas como apoio.
As informações são do site Olhar Digital