Depois da lâmpada de Thomas Edison, do Pyrex, dos bulbos de TV, dos catalisadores no carros, do Gorilla Glass nos smartphones e da fibra ótica que trafega dados pela Internet, a próxima fronteira da é a inteligência artificial.
Ao comemorar seus 175 anos de história, a companhia mira na infraestrutura da IA ao reduzir a distância entre o semicondutor das placas gráficas (GPUs) e a fibra ótica que leva os dados, assim como na gestão térmica para evitar derretimento de placas que treinam as IAs nos data centers.
o presidente da empresa na América Latina e Caribe, Flávio Guimarães, detalhou outras áreas que a quase bicentenária busca avançar, como energia solar, – Como a Corning conseguiu manter sua relevância por quase duas centenas de anos?
Uma das explicações é porque a Corning começou muito antes das telecomunicações. A origem da Corning, o seu primeiro boom, foi com o vidro borosilicato que usamos para fazer invólucro da lâmpada de Thomas Edison. Perceba, a Corning não é uma empresa de um produto ou de um segmento. Somos uma empresa de ciência dos materiais. Usamos a ciência para resolver problemas seculares, como diz o nosso CEO global, Wendell Weeks. São desafios seculares da humanidade. Nós criamos algo para resolver um problema e ficamos nesse mercado por décadas. Depois a gente percebe uma evolução. Foi assim com as televisões. Nas primeiras TVs, o bulbo de vidro era da Corning. Depois a TV foi evoluindo, foi ficando mais flat, passou para tecnologia LCD, LED ou LED, e fomos acompanhando. Ou seja, nós meio que ‘matamos o nosso próprio produto’ e desenvolvemos outros para suportar a nova onda de tecnologia. Isso aconteceu em telecomunicações, um dos segmentos mais recentes da Corning.
Isso é um movimento que veremos em telecomunicações, com essa transição das infraestruturas de fibra ótica para as grandes redes de fibra ótica para processamento de dados nos data centers. A fibra ótica surge de pesquisas e patentes na década de 1970. Depois começou a virar comercial no final dos anos 1980 e ganha escala com a demanda da internet, de processamento de dados da internet. Havia tecnologias como cabo de cobre e rádio de alta capacidade. Mas chegou o momento em que o mercado precisava começar a transmitir mais imagem, mais vídeo, e aí a fibra ótica virou relevante. Começou a ganhar escala mundial no final da década de 1990 e aqui no Brasil foi por volta de 2011 e 2012 que começaram a surgir as grandes primeiras redes de fibra.
Como é esse caminho que a Corning quer trilhar na inteligência artificial?
Nós temos as primeiras pesquisas mirando tendências de autoprocessamento de dados. Isso vem desde a década de 1980. Na nossa última reunião global, o nosso vice-presidente de de R&D, que é brasileiro, Cláudio Mazzalli, mostrou um slide sobre a possibilidade do Co-packing de Optics. Ele resgatou [da década de 1990] esse slide e mostrou para todos os líderes globais da Corning. Então, esse é um um tema fundamental que faz criar longevidade.
As informações são do site Mobile Time